Direto ao ponto: no Prometa, criar um desafio virtual custa zero até 19 atletas, R$ 134,90 de 20 a 34 atletas e R$ 213,90 de 35 a 50 — sempre em pagamento único por desafio, sem mensalidade e sem fidelidade. Acima de 50 atletas, o modelo muda pra parceria por percentual de vendas, sem nada adiantado. Neste artigo você vê os três modelos em detalhe, a conta real das alternativas (planilha manual e sistema próprio) e uma simulação honesta de quanto sobra no seu bolso.
Os três modelos do Prometa, lado a lado
| Modelo | Faixa de atletas | Custo pro organizador | O que inclui |
|---|---|---|---|
| Gratuito | Até 19 | R$ 0 | Ranking automático via Strava, inscrição por código exclusivo, painel do organizador |
| Pagamento único | 20 a 34 | R$ 134,90 por desafio | Tudo do gratuito + relatório com exportação pra Excel, exclusão de atividade suspeita; opção de medalha física em desafios pagos |
| Pagamento único | 35 a 50 | R$ 213,90 por desafio | Mesma estrutura, faixa maior de atletas |
| Parceria | Acima de 50 | R$ 0 adiantado — percentual das vendas | Prometa monta a estrutura completa: página de vendas, pagamento, liberação automática do atleta no app |
Modelo 1: gratuito até 19 atletas
É a porta de entrada — e, na minha opinião, o jeito certo de começar mesmo que seu grupo seja grande. Você cria o desafio, distribui o código exclusivo (só entra quem você convidar), cada atleta conecta o Strava e as atividades somam automaticamente no ranking em tempo real. Sem print, sem planilha. Serve pra validar o formato com o núcleo duro do grupo antes de cobrar inscrição de alguém. O passo a passo está em como criar um desafio virtual gratuito.
Modelo 2: pagamento único de 20 a 50 atletas
Aqui está o detalhe que diferencia o modelo: é pagamento único por desafio. Não é assinatura, não é mensalidade, não tem fidelidade. Criou um desafio de 30 dias com 28 atletas? R$ 134,90, uma vez. Não criou desafio no mês seguinte? Não pagou nada. Pra quem vem do mundo das ferramentas por assinatura — que cobram todo mês, use você ou não — essa diferença muda a conta do ano inteiro.
O painel do organizador mostra inscritos e atividades, exporta relatório pra Excel e permite excluir atividade suspeita (aquele "pedal" a 60 km/h de média que na verdade foi de carro). E desafios pagos podem incluir medalha física de metal com a quilometragem gravada, de 20 km a 1000 km — o extra que mais justifica inscrição paga na cabeça do atleta.
Modelo 3: parceria acima de 50 atletas
Passou de 50 inscritos, o desafio deixou de ser um evento de grupo e virou um produto. Nesse porte, o Prometa monta a estrutura completa — página de vendas, processamento de pagamento, liberação automática do atleta no app — e trabalha por percentual das vendas. Você não paga nada adiantado: o Prometa só ganha se o desafio vender. Pra organizador de prova e assessoria grande, é o modelo de menor risco possível: o investimento inicial é zero e a operação de cobrança sai das suas costas.
A alternativa "grátis": a planilha que custa caro
Todo organizador já fez essa conta errada: "vou fazer na planilha, sai de graça". Vamos fazer a conta certa, explícita.
Um desafio com 30 atletas, cada um treinando em média 4 vezes por semana, gera 120 atividades semanais. Conferir cada print do Strava — abrir a imagem, checar distância, data e ritmo, lançar na planilha — leva uns 2 minutos quando está tudo certo. São 240 minutos, ou seja, 4 horas por semana só de conferência. Num desafio de 30 dias: cerca de 16 horas. Some a atualização e divulgação do ranking, as mensagens de "meu km não apareceu" e a arbitragem de atividade suspeita, e você passa fácil de 20 horas de trabalho manual por desafio.
Agora dê um valor à sua hora. Se ela vale R$ 30 — valor modesto pra quem gere um grupo ou uma assessoria — o desafio "grátis" custou mais de R$ 600 do seu tempo. A licença de R$ 134,90 do Prometa faz o mesmo serviço sozinha, em tempo real, sem erro de digitação. A planilha não é grátis; ela só esconde o boleto.
Conferir print do Strava um por um às 23h de domingo não é organização de desafio — é um segundo emprego não remunerado que você mesmo se deu.
E contratar um desenvolvedor pra fazer meu próprio sistema?
É a pergunta natural de quem tem grupo grande. A resposta está nos números do mercado de desenvolvimento: segundo o guia de preços da Growdev, um aplicativo simples custa entre R$ 30 mil e R$ 80 mil no Brasil, levando de 2 a 4 meses — e um app de média complexidade, com integrações e pagamento (que é o que um desafio virtual exige), vai de R$ 80 mil a R$ 200 mil. Depois de pronto, a recomendação de mercado é reservar de 15% a 20% do valor do projeto por ano só de manutenção.
Ou seja: o sistema próprio mais barato possível custa o equivalente a mais de 200 licenças do Prometa na faixa máxima — antes da primeira manutenção. Não é coincidência que o mercado global de aplicativos de fitness, avaliado em US$ 12,91 bilhões em 2025 e projetado pra US$ 40,26 bilhões até 2034 segundo a Polaris Market Research, seja dominado por plataformas: integração com Strava, ranking em tempo real e antifraude são problemas caros de resolver do zero, e baratos de alugar prontos.
O custo invisível que ninguém coloca na planilha: credibilidade
Tem um custo que não aparece em nenhuma conta acima: o dia em que o ranking manual dá errado. Um print lançado duas vezes, um km digitado a mais, e o segundo colocado — que pagou inscrição e brigou por cada quilômetro — perde a confiança no desafio. Discussão pública no grupo, organizador se explicando, e a edição seguinte vende menos. Ranking automático via Strava não é só economia de tempo: é a garantia de que o resultado é indiscutível. Num desafio pago, credibilidade é o produto.
Quanto cobrar — e quanto sobra: simulação honesta
Quem define o preço da inscrição é você. Pra calibrar, vale olhar o mercado presencial: o ticket médio de inscrição em corridas de rua no Brasil foi de R$ 119,39 em 2024, segundo estudo da CBAt, e provas amadoras típicas cobram entre R$ 120 e R$ 150, segundo a Sympla. Um desafio virtual entrega outra experiência (sem estrutura de rua, mas com 30 dias de engajamento e medalha em casa), então o bom senso manda precificar abaixo disso — e a medalha física gravada é o que sustenta o valor.
| Cenário | Inscrição | Receita bruta | Licença Prometa | Sobra antes da premiação |
|---|---|---|---|---|
| 18 atletas (teste) | R$ 0 | R$ 0 | R$ 0 | — (validação do formato) |
| 30 atletas | R$ 50 | R$ 1.500 | R$ 134,90 | R$ 1.365,10 |
| 48 atletas | R$ 60 | R$ 2.880 | R$ 213,90 | R$ 2.666,10 |
| 100+ atletas | Você define | Conforme vendas | R$ 0 adiantado | Receita menos percentual da parceria |
Honestidade obrigatória: "sobra antes da premiação" não é lucro final. Dessa sobra saem medalhas, brindes e eventual premiação do pódio — decisões suas, no padrão que você escolher. Ainda assim, a margem é real e se repete a cada edição: seis desafios bimestrais por ano com o cenário de 30 atletas somam mais de R$ 8 mil de sobra anual, com o ranking rodando sozinho. Mais caminhos de receita pro seu grupo estão em como ganhar dinheiro com seu grupo de pedal.
O Prometa já somou mais de 1 milhão de km de 2.000+ atletas e entregou mais de 1.000 medalhas. A mecânica está testada; a variável do seu resultado é o engajamento do seu grupo.
Como decidir entre os modelos: árvore de decisão
- Nunca organizei um desafio virtual. → Comece pelo gratuito com até 19 atletas do núcleo duro do grupo. Valide adesão e aprenda a mecânica sem gastar um real. Veja como organizar um desafio virtual.
- Meu grupo tem de 20 a 34 pessoas engajadas. → Licença de R$ 134,90, pagamento único. Com inscrição a partir de R$ 50, a licença se paga com 3 inscritos.
- Meu grupo tem de 35 a 50 pessoas engajadas. → Licença de R$ 213,90. Mesma lógica: a licença se paga com os primeiros 4 inscritos a R$ 60.
- Tenho mais de 50 atletas ou quero vender pro público. → Modelo de parceria: estrutura completa de vendas montada pelo Prometa, zero adiantado, percentual sobre o que vender.
- Ainda estou em dúvida se desafio virtual funciona pro meu público. → Leia o que é um desafio virtual e rode um teste gratuito — a resposta do seu grupo em 30 dias vale mais que qualquer artigo.
Perguntas frequentes
Quanto custa criar um desafio virtual no Prometa?
Até 19 atletas é grátis. De 20 a 34 atletas, R$ 134,90; de 35 a 50, R$ 213,90 — sempre pagamento único por desafio, sem mensalidade e sem fidelidade. Acima de 50 atletas, o modelo é de parceria por percentual das vendas, sem custo adiantado.
Existe mensalidade ou fidelidade?
Não. Você paga uma vez, por desafio criado na faixa paga. Não criou desafio, não pagou nada. Sem contrato de permanência.
Fazer na planilha não sai de graça?
Em dinheiro, sim; em tempo, não. Um desafio de 30 atletas gera mais de 100 atividades por semana pra conferir print por print — cerca de 16 a 20 horas de trabalho manual por desafio de 30 dias. Valorando sua hora a R$ 30, o desafio "grátis" custa mais de R$ 600 do seu tempo.
Quem define o preço da inscrição?
O organizador, sempre. O Prometa cobra a licença (ou o percentual, no modelo de parceria); inscrição, premiação e política de reembolso são decisões suas.
O desafio pago pode incluir medalha física?
Sim — medalha de metal com a quilometragem gravada, de 20 km a 1000 km. É o extra que mais sustenta o valor da inscrição paga; o Prometa já entregou mais de 1.000 medalhas.
Fontes consultadas:
- Presse — Corridas de rua devem movimentar R$ 1 bilhão em 2025 no Brasil, aponta estudo (CBAt; ticket médio R$ 119,39)
- Blog da Sympla — Quanto cobrar na inscrição de uma corrida de rua?
- Growdev — Quanto custa para fazer um aplicativo? Guia de preços
- Polaris Market Research — Fitness App Market Size & Trends Report
- Máquina do Esporte — Corridas de rua crescem 85% no Brasil em 2025 (ABRACEO/CBAt)