Para correr no calor com segurança: treine cedo ou à noite, fuja do sol das 10h às 16h, aceite um pace mais lento (o desempenho cai de 0,3% a 0,4% por grau acima da faixa ideal), beba conforme a sede sem passar do que você sua e leve de 1 a 2 semanas para se acostumar. Confusão mental durante o treino é emergência: SAMU 192.
O verão brasileiro vai de novembro a março, e é justamente quando muita gente quer treinar mais. Abaixo estão o melhor horário, uma tabela de ajuste de ritmo por temperatura, uma calculadora de suor para saber quanto beber, o passo a passo da aclimatação e o que muda quando o treino é na bike.
Qual o melhor horário para correr no verão
O melhor horário para correr no verão é cedo pela manhã ou à noite. O INCA recomenda evitar o sol das 10h às 16h sem proteção, e o Ministério da Saúde orienta deixar as atividades ao ar livre para os horários mais frescos, como a manhã cedo ou o fim da tarde.
Três números ajudam a decidir a hora do treino:
- Índice UV: segundo a OMS, a partir de 3 já vale buscar sombra e usar proteção; de 8 para cima, o conselho é evitar ficar ao ar livre perto do meio-dia. O pico do índice acontece nas quatro horas em torno do meio-dia solar.
- Temperatura: quanto mais alta, maior a carga de calor sobre o corpo. A faixa associada aos melhores desempenhos fica bem abaixo do verão brasileiro (veja a próxima seção).
- Umidade: o suor só resfria quando evapora. Com o ar úmido, ele escorre sem tirar calor do corpo, e o treino pesa mais do que o termômetro sugere.
Onde ver: o CPTEC/INPE publica mapas do índice UV, e o INMET tem previsão por cidade e uma página de avisos meteorológicos para a sua região. Vale abrir os dois antes de um treino longo.
Cedo ou à noite? Os dois funcionam. De manhã cedo, a temperatura costuma estar mais baixa e não há sol forte. À noite não há sol, mas o asfalto e a cidade ainda devolvem calor. Escolha o que cabe na sua rotina e seja constante.
Quanto o calor deixa o pace mais lento
O calor deixa o pace mais lento de forma progressiva: numa análise de 1.258 provas de fundo, o desempenho de elite caiu de 0,3% a 0,4% para cada grau de WBGT acima de 15 °C. Para corredores amadores a queda tende a ser maior, porque quem é mais lento passa mais tempo exposto ao calor.
O que é WBGT
WBGT (temperatura de globo e bulbo úmido) é um índice de estresse térmico que junta temperatura do ar, umidade, vento e radiação do sol. É o número que médicos de prova usam para decidir se uma corrida segue ou é cancelada. Os apps de previsão do tempo normalmente não mostram o WBGT, então use-o como referência e trate dia quente, úmido e de sol forte como dia de WBGT alto.
O que os estudos mostram
O estudo clássico é de Ely e colegas (2007, Medicine & Science in Sports & Exercise). Eles cruzaram décadas de resultados de sete maratonas americanas e canadenses com o clima do dia. Os primeiros colocados homens ficaram 1,7% acima do recorde do percurso quando o WBGT estava entre 5 e 10 °C, e 4,5% acima quando estava entre 20 e 25 °C. Os corredores mais lentos (do 25º ao 300º lugar) foram ainda mais afetados.
Em 2022, Mantzios e colegas (mesma revista) analisaram 1.258 provas em 42 países, com 7.867 atletas. A melhor faixa para desempenho foi de 7,5 a 15 °C de WBGT, ou 10 a 17,5 °C de temperatura do ar. Fora dela, o desempenho caiu de 0,3% a 0,4% por grau.
Tabela de ajuste de ritmo e esforço por WBGT
A tabela junta a queda estimada (calculada com a taxa de 0,3% a 0,4% por grau, de Mantzios 2022) e as bandeiras de risco que o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) definiu em 2007 para provas de corrida.
| WBGT | Bandeira do ACSM (provas) | Queda estimada no desempenho de elite | Como ajustar o treino |
|---|---|---|---|
| Abaixo de 18 °C | Verde: risco menor, mas colapso ainda pode ocorrer | Até cerca de 1% | Treino normal; leve água em treinos longos |
| 18 a 23 °C | Amarela: quem tem mais risco deve reduzir o ritmo | Cerca de 1% a 3% | Corra pelo esforço; tiros mais curtos ou com mais descanso |
| 23 a 28 °C | Vermelha: quem tem mais risco deve desistir; os demais, reduzir o ritmo | Cerca de 2,5% a 5% | Troque o intervalado por rodagem leve; encurte o treino ou vá para dentro |
| Acima de 28 °C | Preta: cancelar a prova ou recomendar a desistência | Mais de 4% a 5% | Não treine forte ao ar livre; esteira, rolo ou outro horário |
Na prática, para um treino leve, o que significa ficar 2%, 4% ou 6% mais lento:
| Seu pace no fresco | 2% mais lento | 4% mais lento | 6% mais lento |
|---|---|---|---|
| 5:00/km | 5:06/km | 5:12/km | 5:18/km |
| 6:00/km | 6:07/km | 6:14/km | 6:22/km |
| 7:00/km | 7:08/km | 7:17/km | 7:25/km |
Esses números são médias de elite, então use como piso, não como meta. O jeito mais seguro é correr pelo esforço: mantenha o teste da fala no treino leve e deixe o pace subir sozinho. Para converter ritmo em velocidade, veja o guia de pace na corrida.
Hidratação na corrida: quanto beber no calor
Quanto beber depende da sua taxa de suor, que varia de 0,5 a 4 litros por hora entre adultos, segundo a associação americana de preparadores físicos (NATA). A meta é não perder mais de 2% do peso no treino e, ao mesmo tempo, nunca terminar mais pesado do que começou.
O posicionamento do ACSM de 2007 sobre reposição de líquidos diz o mesmo: o objetivo de beber durante o exercício é evitar perda de mais de 2% do peso por desidratação, e como a taxa de suor muda muito de pessoa para pessoa, o plano deve ser individual. O jeito de descobrir a sua é simples: se pesar antes e depois do treino.
Sede, sódio e o risco de beber demais
Sem saber sua taxa de suor, beber conforme a sede é uma estratégia segura para não exagerar, diz a NATA. Exagerar é um risco real: beber mais do que se perde no suor pode baixar o sódio do sangue (hiponatremia), que pode causar confusão, convulsão e até morte.
Na Maratona de Boston de 2002, um estudo publicado no New England Journal of Medicine testou 488 corredores na chegada: 13% tinham hiponatremia e 0,6% estavam em nível crítico. Os fatores mais ligados ao problema foram ganhar peso durante a prova e correr por mais de 4 horas. Ou seja, quem é mais lento e bebe em todo posto tem mais risco.
E o sódio? O suor leva sódio junto, numa concentração que varia de 10 a 100 mEq/L conforme a pessoa. Em treinos longos e muito suados, bebidas com eletrólitos e carboidrato podem ajudar mais que água pura, segundo o ACSM. Em treinos curtos, água e a alimentação normal costumam dar conta.
Calculadora de taxa de suor: quanto beber
Faça um treino normal, de pelo menos 45 minutos. Pese-se sem roupa (ou com roupa seca) antes e logo depois, anote quanto bebeu e preencha abaixo.
Calculadora de taxa de suor
Estimativa pela pesagem antes e depois, como recomendam o ACSM e a NATA.
Como ler o resultado: a taxa de suor é o teto do quanto faz sentido beber por hora. O mínimo por hora é o que você precisaria beber num treino igual para não passar de 2% de perda. Entre os dois, deixe a sede guiar. Se precisar se recuperar rápido (em menos de 4 horas), a NATA diz que pode ser preciso repor até 150% do que foi perdido, aos poucos. Repita o teste em dias com climas diferentes, porque a taxa muda com o calor.
Aclimatação ao calor: de 10 a 14 dias
O corpo se adapta ao calor em 1 a 2 semanas de treinos repetidos nele. A maior parte da adaptação (75% a 80%) aparece nos primeiros 4 a 7 dias, e os ganhos de termorregulação costumam se completar entre 10 e 14 dias, segundo a revisão de Périard, Racinais e Sawka (2015).
O que muda: o coração bate mais devagar no mesmo esforço (essa queda fica praticamente completa em 7 dias), o volume de sangue aumenta, o suor começa mais cedo e a temperatura do corpo sobe menos. O consenso de especialistas publicado no British Journal of Sports Medicine em 2015 chama a aclimatação de a medida mais importante para treinar e competir no calor.
Como fazer na prática:
- Comece curto e leve. Nos primeiros dias quentes, reduza a duração e a intensidade. O guia do NIOSH para trabalhadores no calor usa a mesma lógica: começar com uma fração do tempo e aumentar a cada dia.
- Treine no calor quase todo dia. Exposição diária adapta mais rápido do que espaçada, segundo a revisão de 2015.
- Cuidado com a primeira onda de calor. Os primeiros dias quentes do ano são os mais arriscados, porque ninguém está adaptado ainda.
- A adaptação some se você parar. Num estudo citado na revisão, 2 semanas sem calor apagaram cerca de 35% dos ganhos.
Vai correr uma prova no fim do ano, como a São Silvestre? As semanas de novembro e dezembro já servem de aclimatação. Veja o plano em treino para a São Silvestre 2026.
Roupas e protetor solar para treinar no calor
Para treinar no calor, use roupa leve, clara e de tecido que deixe o suor evaporar, boné ou viseira, óculos escuros e protetor solar com FPS 15 ou mais e proteção UVA, reaplicado a cada duas horas ou depois de suar muito, como orienta o INCA.
O Ministério da Saúde recomenda roupas leves, de cores claras e tecidos que permitam a transpiração. O INCA pede para passar o protetor 30 minutos antes de sair e reaplicar a cada duas horas ou após nadar, suar e se secar com toalha. Em treino longo, isso significa levar um protetor pequeno no bolso ou na bolsa de quadro da bike.
Mais três dicas: evite algodão grosso, que encharca; prefira percursos com sombra e com pontos de água; e combine com alguém onde você vai e quando volta.
Sinais de alerta: exaustão pelo calor ou insolação
Dor de cabeça, náusea, tontura, fraqueza e muito suor indicam exaustão pelo calor: pare, vá para a sombra e se resfrie. Confusão mental, fala enrolada, convulsão ou desmaio indicam insolação (intermação ou golpe de calor), que é emergência: ligue para o SAMU 192 e resfrie a pessoa na hora.
| Exaustão pelo calor | Insolação (intermação ou golpe de calor) | |
|---|---|---|
| Sinais | Dor de cabeça, náusea, tontura, fraqueza, irritação, sede, muito suor, temperatura elevada, pouca urina | Confusão, fala enrolada, comportamento estranho, convulsão, desmaio; pele quente (seca ou suada); temperatura muito alta |
| Gravidade | Precisa de atenção; pode evoluir para insolação | Emergência médica; pode ser fatal se o resfriamento atrasar |
| O que fazer | Parar, ir para a sombra, tirar roupa em excesso, molhar cabeça, rosto e pescoço, beber líquidos frios aos poucos. Sem melhora, procure atendimento | Ligar para o SAMU 192; levar para a sombra; resfriar rápido com água fria ou gelo (banho, roupa encharcada, panos frios no pescoço, axilas e virilha); abanar; não deixar a pessoa sozinha |
O ACSM define a insolação do esforço como temperatura interna acima de 40 °C com sinais de falha de órgãos, principalmente do sistema nervoso (a confusão). E avisa: ela pode atingir atletas aparentemente saudáveis, mesmo em dias não tão quentes. O reconhecimento cedo e o resfriamento rápido reduzem o risco de sequelas e de morte. Não ofereça líquido a quem está desmaiado ou confuso.
Tem doença do coração, pressão alta, diabetes, doença renal, está grávida ou usa remédios de uso contínuo (como diuréticos)? Converse com seu médico antes de treinar no calor. E se você ficou doente nos últimos dias, com febre ou diarreia, espere melhorar.
Pedalar no calor: o vento engana
Pedalar no calor é diferente porque o vento da própria velocidade ajuda a evaporar o suor e dá uma falsa sensação de frescor. Nas subidas lentas, no trânsito parado ou no rolo sem ventilador esse resfriamento some, e a temperatura do corpo sobe rápido.
Um estudo de 2005 (Saunders e colegas, Acta Physiologica Scandinavica) mostrou isso: ciclistas pedalaram 2 horas a 33 °C com o vento de frente em diferentes velocidades. Com vento quase nulo ou de 10 km/h, a temperatura do corpo, o calor acumulado e o cansaço percebido foram maiores do que com vento de 33 ou 50 km/h.
E o calor pesa no rendimento da bike também. Num estudo clássico (Galloway e Maughan, 1997), oito homens pedalaram até a exaustão no mesmo esforço em temperaturas diferentes: aguentaram 93,5 minutos, em média, a 10,5 °C e só 51,6 minutos a 30,5 °C.
Quantas garrafas por hora no pedal
Não existe número único. Use a calculadora acima depois de um pedal típico: ela mostra sua taxa de suor também em caramanholas de 500 ml por hora. Com esse número, planeje onde reabastecer. Em pedal longo, vale trajeto com padaria ou posto, duas garrafas no quadro e eletrólitos quando passar de algumas horas. Lembre que você sua tanto quanto na corrida, só sente menos.
Começando agora? O guia de como começar a pedalar ajuda a montar a rotina, e o de calorias pedalando mostra quanto você gasta.
Treino indoor no verão: esteira e rolo
Nos dias de bandeira vermelha ou preta, treinar em ambiente fechado é a troca mais inteligente. A esteira e o rolo deixam você manter o volume sem o sol, mas o ambiente fechado também esquenta: use ventilador forte, deixe a janela aberta e tenha água por perto.
No rolo, o ventilador faz o papel do vento da rua, e o estudo de 2005 mostra por que ele importa. Na esteira, 1% de inclinação deixa o esforço parecido com o da rua. Os detalhes estão nos guias de treino na esteira e de rolo de treino.
Como manter a meta do mês no calor
Para manter a meta de km no verão, distribua os treinos pelo mês e encaixe nos horários frescos. Nos Desafios do Prometa você treina onde e quando quiser, do dia 1º ao último dia do mês, então dá para correr às 6h, pedalar às 20h ou ir para a esteira no dia mais quente.
Funciona assim: você conecta o Strava uma vez (a conta gratuita serve) e cada atividade registrada soma sozinha na meta e no ranking. No Desafio de Corrida, as metas são de 21, 42, 80 ou 150 km no mês, e caminhada também conta. No Desafio Bike, são 125, 250, 500 ou 1.000 km. Cada um custa R$ 49,90 (Pix ou até 9x), com medalha física de metal e frete inclusos. A edição atual vai de 1º a 30 de novembro de 2026.
Esteira e rolo valem quando o Strava registra a distância, por relógio, sensor, esteira ou rolo inteligente. Atividade digitada à mão não vale. Se o calor apertar numa semana, compense com treinos mais curtos e frequentes ou com indoor, em vez de forçar um longão ao meio-dia. Para escolher a meta certa, veja quantos km correr por semana; se está começando, o guia de corrida para iniciantes ajuda.
No calor, o treino que conta é o que você termina bem. O pace volta quando o tempo esfria; a saúde nem sempre.
Prefere iPhone? O Prometa também está na App Store. As regras completas estão no regulamento.
Perguntas frequentes
Qual o melhor horário para correr no verão?
Cedo pela manhã ou à noite. O INCA recomenda evitar o sol das 10h às 16h sem proteção, e o Ministério da Saúde orienta deixar atividades ao ar livre para a manhã cedo ou o fim da tarde. Antes de sair, confira o índice UV no CPTEC/INPE e os avisos do INMET.
Quanto o calor deixa o pace mais lento?
Numa análise de 1.258 provas, o desempenho de elite caiu de 0,3% a 0,4% para cada grau de WBGT acima de 15 °C. Na maratona, os primeiros colocados ficaram 4,5% acima do recorde do percurso com WBGT de 20 a 25 °C, contra 1,7% com 5 a 10 °C, e os corredores mais lentos perderam ainda mais. No treino, corra pelo esforço, não pelo pace.
Quanto beber de água correndo no calor?
Depende da sua taxa de suor, que varia de 0,5 a 4 litros por hora entre adultos. Pese-se antes e depois de um treino: a meta é não perder mais de 2% do peso e nunca terminar mais pesado do que começou. Sem saber sua taxa de suor, beber conforme a sede é uma estratégia segura.
Beber água demais faz mal no exercício?
Faz. Beber mais do que se perde no suor pode baixar o sódio do sangue (hiponatremia), que pode ser grave. Na Maratona de Boston de 2002, 13% dos corredores avaliados tiveram hiponatremia, ligada sobretudo a ganhar peso durante a prova e a correr por mais de 4 horas.
Quanto tempo leva para se acostumar ao calor?
De 1 a 2 semanas de treinos repetidos no calor. Cerca de 75% a 80% das adaptações aparecem nos primeiros 4 a 7 dias, e os ganhos de termorregulação costumam se completar entre 10 e 14 dias. Comece com treinos mais curtos e leves e aumente aos poucos.
Qual a diferença entre exaustão pelo calor e insolação?
Na exaustão pelo calor há dor de cabeça, náusea, tontura, fraqueza, sede e muito suor, e a pessoa melhora com sombra, resfriamento e líquidos. Na insolação (intermação ou golpe de calor) aparecem confusão, fala enrolada, convulsão ou desmaio: é emergência. Ligue para o SAMU 192 e resfrie a pessoa imediatamente.
Pedalar no calor é diferente de correr no calor?
É. Na bike, o vento da própria velocidade ajuda a evaporar o suor e engana a sensação de calor. Na subida lenta, no trânsito parado ou no rolo sem ventilador esse resfriamento some. Pedais longos também pedem um plano de garrafas por hora baseado na sua taxa de suor.
Treino na esteira ou no rolo vale no Desafio do Prometa?
Vale, desde que a atividade chegue ao Strava com a distância registrada por relógio, sensor, esteira ou rolo inteligente. Atividade digitada à mão não vale. Como o desafio dura o mês todo, dá para fugir do calor treinando cedo, à noite ou em ambiente fechado.
Fontes consultadas:
- Ely et al. (2007), Medicine & Science in Sports & Exercise: Impact of weather on marathon-running performance
- Mantzios et al. (2022), Medicine & Science in Sports & Exercise: Effects of weather parameters on endurance running performance (1.258 provas)
- ACSM (2007), Position Stand: Exercise and fluid replacement
- McDermott et al. (2017), Journal of Athletic Training: NATA Position Statement: Fluid replacement for the physically active
- Almond et al. (2005), New England Journal of Medicine: Hyponatremia among runners in the Boston Marathon
- ACSM (2007), Position Stand: Exertional heat illness during training and competition (inclui as bandeiras por WBGT para provas)
- Périard, Racinais e Sawka (2015), Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports: Adaptations and mechanisms of human heat acclimation
- Racinais et al. (2015), British Journal of Sports Medicine: Consensus recommendations on training and competing in the heat
- Saunders et al. (2005), Acta Physiologica Scandinavica: Effects of different air velocities on heat storage and body temperature in humans cycling in a hot, humid environment
- Jones & Doust (1996), Journal of Sports Sciences: A 1% treadmill grade most accurately reflects the energetic cost of outdoor running
- Galloway e Maughan (1997), Medicine & Science in Sports & Exercise: Effects of ambient temperature on the capacity to perform prolonged cycle exercise in man
- CDC/NIOSH: Heat-related illnesses (sinais e primeiros socorros)
- CDC/NIOSH: Workplace recommendations (aclimatação gradual)
- Ministério da Saúde: Ondas de calor
- Ministério da Saúde: SAMU 192
- INCA: Como se proteger do câncer de pele (horário, FPS e reaplicação)
- OMS: Radiation: the ultraviolet (UV) index
- CPTEC/INPE: Índice ultravioleta
- INMET: previsão do tempo
- INMET: avisos meteorológicos